O governador da Bahia, Rui Costa (PT), reiterou nesta quinta-feira, 18, seu posicionamento sobre o carnaval e acrescentou que quem tentar realizar a festa sem a liberação por parte do Governo do Estado não contará com suporte do poder executivo estadual em nenhum aspecto.

“Quem realizar atividade na rua que desrespeita o decreto não var contar com a participação do estado e da Polícia Militar. Aviso a toda a população para não se colocar em risco. Nós não apoiaremos evento desse tipo, que não respeita a vida humana e a saúde do próximo”, criticou.

A declaração foi dada durante a inauguração do Polo da Beleza do Grupo Boticário, em Camaçari. A Bahia tem 2.500 casos de covid-19 e o Aeroporto de Salvador tem estimativa de ter o janeiro com maior quantidade de destinos desde 2019, mesmo sem a confirmação de festas no verão.

“As pessoas, numa sede de realizar seu sonho festivo, empresarial, têm esquecido do drama que vivemos em um ano e meio. Não vou colocar a população em risco”, disse o governador.

Com o último decreto assinado por Rui Costa, na semana passada, ficou autorizado no estado o aumento da capacidade dos eventos para 3 mil pessoas, ampliação da ocupação nos estádios baianos para 70% da capacidade e a liberação do consumo de bebida alcoólica durante as partidas de futebol.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), que chegou a cogitar o adiamento do carnaval de 2022, voltou atrás e descartou a possibilidade de tomar decisões enquanto não se reunir com o governador.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 18, durante o lançamento do programa Mãe Salvador, no Palácio Thomé de Souza, Reis disse que será uma exigência para um eventual carnaval o comprovante da terceira dose e que não haverá evento-teste para realizar a folia momesca, pois “o Barradão e a Fonte Nova já fizeram”.

A Tarde

 

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