O governador da Bahia, Rui Costa (PT), trocou farpas com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), anteontem, no Twitter. Em duas postagens, o petista disse que o governo baiano “não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça” e que “a Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem”. Rui disse ainda que, “na Bahia, a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida”. “Mas se estes atiram contra Pais e Mães de família q representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo q os MARGINAIS mantenham laços de amizade com a Presidência”, acrescentou.

A declaração foi dada após Bolsonaro apontar a “polícia da Bahia, do PT”, pela morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, em Esplanada, a 170 km de Salvador.

Em 2005, o então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro concedeu a Medalha Tiradentes, mais alta condecoração da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao miliciano. Flávio também empregou a mãe e a mulher de Adriano no gabinete.

Após a fala de Rui, Palácio do Planalto divulgou a seguinte nota: “O atual governador da Bahia, Rui Costa, não só mantém fortíssimos laços de amizade com bandidos condenados em segunda instância, como também lhes presta homenagens, fato constatado pela sua visita ao presidiário Luís Inácio Lula da Silva, em Curitiba, em 27 junho de 2019.

Este Presidente, ao inaugurar o aeroporto de Vitória da Conquista, em 23 de julho de 2019, teve negada, por parte do governador, a presença da Polícia Militar da Bahia, para prestar apoio nas medidas de segurança para a população.

A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário.

O então tenente Adriano foi condecorado em 2005. Até a data de sua execução, 09 de fevereiro de 2020, nenhuma sentença condenatória transitou em julgado em desfavor do mesmo.

É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, os principais dirigentes nacionais do PT foram condenados e presos na Operação Lava Jato.

Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio a Jair Bolsonaro.

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